domingo, 3 de janeiro de 2010

O post da Duda


A Duda está bem ao meu lado na cama querendo também escrever. Hoje dia 3 de janeiro olho para a janela e finalmente não chove.

Uma Barbie rosa é o que a Duda quer dizer e escrever juuhhhhybjjjjijjjijhh7oa. E diz assim de novo n

As meninas dessa idade (2 anos e meio) são demais. E ela está cada vez mais entendendo o mundo em sua volta. Ela o vê cor de rosa com certeza. Está amando essa cor.
Como primeiro post do ano publico aqui brevemente porque nessa mistura de férias escolares, trabalho ainda não começado e muuita coisa para se fazer dentro e fora de casa quase que paralizo querendo férias e ficar comigo um pouco sabe?! Mas nessa fase da vida isso de ficar consigo mesmo é tarefa impossível.
Minha missão possível agora é sair da cama, preparar o café e dar atenção pra pequena aqui que está com pique total e diz" é eu agora cccc"!

Beijos e feliz ano da FER e da DUDA.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O ESCAFANDRO E A BORBOLETA


Reproduzo aqui nota da coluna social (Yes I read it) da Mônica Bergamo:

"Portadora de esclerose lateral amiotrófica,a adovogada Leide Moreira, que se comunica apenas com os olhos, saiu de casa pela terceira vez desde 2004 só para ir ao show de Maria Bethânia, na quinta. Depois da apresentação, esperou por quase uma hora enquanto a produção do show dizia que estava avisando a cantora que ela gostaria de vê-la.
Decepção: Bethânia, que recebia amigos como Milú Villela, do Itaú, no camarim, não deu as caras. "Infelizmente, Bethânia está muito cansada", explicou uma assessora do teatro, para constrangimento geral dos que estavam ao lado da advogada. A assessoria da cantora diz que ela não sabia que era esperada".

Confusões à parte a Maria Bethânia ou sei lá quem que não comunicou direito aí deveriam assistir ao filme "O escafandro e a borboleta" só pra entenderem como deve ser a sensação de quem tem esse tipo de doença.
Esse filme pegou fundo e confesso que fiquei dias pensando como deveria ser a sensação de se viver assim pra não dizer não viver?

Assisti junto do Fau, das amigas do blog Claudia e Jana. Concordam?

FERNANDA MACEDO

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O SER DONA DE CASA



Fui educada para nunca ser dona de casa!
Vou me explicar melhor, mas para isso preciso contar desde o começo! Há 50 anos (+/-) minha mãe, aos 17 anos, deixava uma cidadezinha do interior, hj com 35 mil habitantes, para ir estudar Sociologia em Sampa. A contra gosto de minha avó e com total apoio de meu avô.
Para resumir, minha mãe era daquelas q se negavam a fazer qquer coisa q a caracterizasse numa dona de casa. Conta com muito orgulho como enrolava a freira na escola para fazer seus trabalhos de trico e crochê.
Se formou em sociologia numa época em que só se falava isso. ..
Anos depois teve sua família, morou em diversos estados, já com marido e filhos (3) e nunca deixou de trabalhar fora, alguns anos nas mudanças, mas ser dona de casa? Nunca! Sempre adorou nos contar o quão ela detestava essas coisas e como isso não era para ela e muito menos para nós (eu e minha irmã).
Ao seu filho, o mais velho, sempre o ensinou que teria q ajudar sua mulher e etc, mesmo q para nós mulheres irmãs ele não fazia nada.
Assim crescemos, mãe socióloga que pregava o não ser DONA DE CASA.. .
Anos se passaram e comecei a me perguntar se tudo aquilo era bom ou não para minha vida.. . Aprendemos, eu e minha irmã, com minha avó os segredos do crochê, trico, algumas comidinhas; ela fazia questão que pelo menos as netas se deliciassem com esses prazeres / afazeres, ditos femininos.. .
Ironia? Na verdade não. Fazemos trico, croche, quibe, tabule, algumas outras coisitas, mas ainda assim .. .
Mesmo com as muitas tentativas de minha avó.. . odiávamos aquilo!!! (não podia ser diferente, criada por uma mãe que insistentemente falava de seu desprazer em fazer uma refeição ou arrumar uma casa.. .)
Ainda morando com ela, eu já organizava minhas coisas e fazia faxinas; lavava algumas roupas, cozinhava, mas tudo empiricamente.. . (Hoje utilizo a internet... rs)

Hoje eu entendo o ser dona de casa de outra forma. Para mim o ser dona de casa é o amor que temos com nossa casa e tds q frequentam. Como a Amélia que imaginei; uma dona de casa moderna, com empregada, babá, se necessário, trabalha fora, cuida dos filhos e da casa, tudo sempre limpo e organizado, se não tem quem faça.. . Aí sim, ela mesma faz! (Não que eu esteja conseguindo fazer isso.. . mas isso é para um Outro texto.. . )

Uma mulher que sabe ser TAMBÉM uma dona de casa e não tem vergonha disso!!!

Juliana Ayub (arquiteta, casada, dona de casa, …)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

SHORT STORIES





FROM ZAZA: Samira Shulz amiga alemã que mora em Buenos Aires e tem projetos de fotografia belíssimos!
Como essas fotos acima que contam cada uma sua própria história. A linguagem é interligada de uma certa maneira!

Enjoy it!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

LOU WC MICTÓRIO BANHEIRÓN


O Q bazar no Jockey Clube acontece há mil anos e eu não sou frequentadora. Fui no primeiro ano que rolou e nunca mais.
Semana passada resolvi dar uma passadinha, porque não né? Vamos ver se o preço está legal "70% off" e ainda a gente ajuda uma entidade carente (não me recordo o nome agora).
Fui, realmente as marcas são ótimas: Juliana Jabour, VR, Totem, Calvin Klein, Lacoste, Miss Sixty e todas aquelas maravilhas que desejamos e que dói no bolso e na alma. As roupas que eles nos reservam? Nem tanto assim!
Loucuras de consumo, a gente quer TUDO mesmo sabendo que não pode, principalmente nesse ano de crise econômica.
Uma coisa me incomodou no meio de tantas marcas famosas e até por ser no Jockey Clube da cidade, digamos que não é pouca bobagem, né?! NÃO HÁ BANHEIRO!
Há banheiros químicos e esses não contam. Realmente não podemos dizer que são banheiros.
Como eu tinha ido antes de sair de casa e só fiquei lá 2 horinhas foi tudo bem mas e para aquelas pessoas que ficam o dia inteiro. Shopping in hell? Vão lá atrás da moita e das cochias dos cavalos de puro sangue? Enfrentam o fétido banheiro químico? O que fazem? Fazem a egípicia talvez?
Ai gente achei muito estranho isso.
A minha filha Duda tem 2 anos e meio e desfraldou há 3 semanas. Ela vira pra mim e diz," mamãe quero ir ao banheiro"?
E aí o que a gente faz, chora? Hahahaha, claro que não. Peguei ela no colo, fiz tipo uma gangorrinha com ela escolhi a moitinha bem em frente à Calvin Klein olhei pro "arrumadinho" do gerente e disse pra ela: Manda ver Dudinha, hoje vc vai fazer seu primeiro xixi no matinho e olha em frente à CK! This is so fashionable!

Outro lugar que também não tem banheiros e é bom todas vocês saberem é a galeria Ouro fino. Antigamente era no terraço lá em cima. Hoje no lugar há um mix de produtoras. Construíram para o público? Não!
Não dá pra acreditar né? Dessa vez eu usei o banheiro dos funcionários de uma das lojas e a Duda fez um belo cocô!
INFELIZ COINCIDÊNCIA ou estão cagando pra gente?!

FERNANDA MACEDO

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

AMÉLIA QUE ERA MULHER DE VERDADE?


As vezes me pego pensando se é realmente bom trabalhar fora ou se seria melhor ser “Amélia”.
É, Amélia mesmo, aquela que cozinhava, passava, limpava a casa, cuidava das crianças e ainda tinha tempo para brincar com os filhos.
Acho que tem as que gostam de cuidar da casa sim e as que gostam de trabalhar. Eu sinceramente achei que curtiria muito minha licença maternidade e que não ia querer voltar a trabalhar. Pois bem, no 4º mês de minha licença eu já pedia socorro, ao mesmo tempo que queria ficar com meu filho, havia a necessidade de contato com outras pessoas, de sair um pouco de casa, enfim, de voltar a trabalhar. Me sentia um pouco sufocada.
Talvez quisesse voltar a trabalhar não onde eu trabalho, mas sim em um lugar que tivesse um horário mais flexível ou que pelo menos nos deixasse trabalhar de casa pelo menos 1x por semana (a sexta-feira seria ótimo devido ao trânsito caótico).
Hoje, mais de 1 ano depois da minha licença maternidade já me vejo com vontade de não trabalhar mais, de cuidar do lar, de ser realmente uma Amélia. Participar melhor da criação do meu filho, levá-lo a escola, brincar com ele, e futuramente ter tempo para ajudá-lo no dever de casa.
Não tenho vergonha de dizer isso, acho até que se eu realmente parasse de trabalhar sentiria falta novamente, assim como senti em minha licença maternidade, mas acho que falta um pouco de flexibilidade hoje em dia por parte das empresas. Elas querem nos sugar o tempo máximo e quando vemos não fizemos nada para nós, não marcamos nenhum médico, nenhum dentista, enfim, nossa saúde vai para o “beleléu”. E acabamos deixando de viver para trabalhar.
De repente o trabalho ideal fosse o de ficar em casa mesmo, como antigamente.
Acho que tinham menos problemas com relação a saúde mental das pessoas, não existia tanta depressão, tanto pânico e tanta fobia.
"Eu me candidataria a essa vaga! “

CAROLINA SCATENA

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

PINK




Lindo trabalho do artista Ramon Martins que "está na fase pink" em entrevista exclusiva para a gente (dupla INIT).
Estamos fazendo um curto documentário e vídeos perfis sobre os artistas da galeria Choque Cultural da futura mostra no MASP.
Postarei também os trabalhos dos outros artistas em breve!

FERNANDA MACEDO